As relações Ásia-Pacífico e as tendências comerciais entre o Brasil e seus parceiros asiáticos foram tema da reunião ordinária do Conselho Empresarial de Relações Internacionais (CERI) da Firjan. O encontro, nesta quinta-feira (5/11) ocorreu na nova sede do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), na Gávea.
Diretora-presidente do CEBRI, Julia Dias Leite destacou o trabalho desenvolvido pelas duas entidades em prol da inserção cada vez maior do país no comércio exterior. Ela propôs uma agenda de trabalho conjunta entre o CEBRI e a Firjan, qualificando ainda mais os debates sobre América Latina, Europa e América do Norte.
Rodrigo Santiago, presidente do CERI da Firjan, reforçou a proposta, que vai ao encontro das atividades desenvolvidas pela federação para inserir as empresas fluminenses no comércio exterior. Ele lembrou que o CEBRI é uma think tank de excelência, que pensa de forma independente o desenvolvimento do Brasil e a inserção do país nas agendas internacionais.
Relações Ásia-Pacífico
Com o mote “O eixo voltou à Ásia, o que isso significa para o Brasil e o Rio de Janeiro”, a senior fellow do CEBRI, Marianna Albuquerque, fez uma apresentação sobre as relações Ásia-Pacífico e as tendências comerciais entre o Brasil e seus parceiros asiáticos. Também professora do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IRID-UFRJ), ela fez um breve relato do crescimento da China na região e no mercado internacional, mostrando o crescimento do país nas últimas décadas.
Porém, Marianna também ressaltou que o bloco econômico da região é maior e que outros países também se destacam como Japão, Singapura e Coreia do Sul e, em especial, a Índia. Segundo a especialista, as exportações brasileiras passaram de 39% para 49% para Ásia, muito por conta da China, Singapura, Indonésia e Vietnã, ultrapassando as relações comerciais do Brasil com tradicionais países como Alemanha, Reino Unido e França.
A senior fellow do CEBRI defendeu que o Brasil deve investir tanto em diversificação de produtos quanto de países para o crescimento das relações comerciais no exterior. A mesma ação, de acordo com Marianna, vale também para o estado do Rio de Janeiro, que pode desenvolver novas parcerias no mercado de energias limpas, um dos grandes interesses comerciais da Índia, por exemplo.