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Economia do Rio / Competitividade/ Firjan

Mesmo com tarifaço, petróleo faz corrente de comércio do Rio crescer 9% e atingir US$ 80,2 bilhões em 2025

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Publicado em 26/02/2026 14:00  -  Atualizado em  26/02/2026 16:07

A corrente de comércio fluminense atingiu US$ 80,2 bilhões, com avanço de 9%, em 2025, mesmo com o tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos no ano passado. Em 2025, o Rio de Janeiro registrou saldo comercial de US$ 15,9 bilhões, resultado de exportações de US$ 48,1 bilhões e importações de US$ 32,2 bilhões — valores recordes na série histórica para ambas as operações. Os dados fluminenses são do Boletim Rio Exporta, publicação da Firjan.

ACESSE o boletim Rio Exporta e os dados dinâmicos no Observatório Firjan

No atual momento, com a suspensão do tarifaço pela Suprema Corte estadunidense em 20/2, a Firjan considera que o principal ponto de atenção será a análise detalhada sobre os prazos para a retirada das tarifas de 40% e 10% sobre produtos brasileiros e a substituição pela nova tarifa global de 15%, anunciada no dia seguinte pelo presidente Donald Trump. Também segue como ponto de atenção, as possíveis investigações anunciadas.

China lidera compras de petróleo 
 
Superando a tendência nacional, que apresentou um crescimento de 5% em relação a 2024, o desempenho o Rio de Janeiro foi impulsionado em 2025, principalmente, pelos embarques de petróleo e gás (US$ 37,9 bilhões), setor responsável por 79% das vendas internacionais do estado e que apresentou expansão de 4% no período. A China (US$ 17,0 bilhões) manteve-se como principal destino, concentrando 45% das vendas de óleo de petróleo. No entanto, registraram-se quedas nos embarques destinados a dois dos três principais mercados, EUA e Espanha. No total, em 2025 as exportações fluminenses totalizaram US$ 48,1 bilhões, graças também a novos mercados.
 
“O recorde da corrente de comércio representa um marco da resiliência e capacidade de adaptação dos empresários fluminenses em um ano com grandes desafios em mercados estratégicos como os EUA, por exemplo. Isso reforça a importância da atuação internacional das empresas e como uma alternativa nestes momentos de instabilidade”, aponta o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano.
 
O documento destaca ainda o aumento de 53% nas exportações fluminenses de Máquinas e equipamentos (US$ 1,3 bilhão), reflexo do crescimento de 106% nas vendas de torneiras, válvulas e dispositivos semelhantes (US$ 456 milhões). Por fim, observou-se elevação de 80% nas exportações de automóveis de passageiros (US$ 532 milhões), com destaque para o mercado argentino.
 
Já as exportações fluminenses dos produtos, além dos óleos brutos de petróleo, alcançaram US$ 10,2 bilhões em 2025, com crescimento de 9% no acumulado anual. Os EUA (US$ 3,3 bilhões) mantiveram-se como principal parceiro dessas vendas, embora sem crescimento expressivo em relação a 2024. No recorte por áreas econômicas, observaram-se avanços nas exportações destinadas ao Mercosul, União Europeia, Aladi e USMCA.
 
A exceção foi a Ásia (US$ 2,5 bilhões), que apresentou retração de 4%, influenciada, entre outros fatores, pela queda de 27% nas exportações para Singapura (US$ 1,2 bilhão), principalmente de óleos combustíveis.
 
“Pelos resultados apresentados em 2025, conseguimos perceber uma diversificação dos parceiros comerciais das indústrias fluminenses. Parceiros tradicionais como China e EUA permanecem de primeira importância, mas podemos observar a retomada do crescimento de vendas para mercados tradicionais como Argentina e México e novos mercados como Países Baixos”, destaca o presidente do Conselho Empresarial de Relações Internacionais da federação, Rodrigo Santiago.
 
Importações fluminenses
 
Já as importações totais do estado do Rio somaram US$ 32,2 bilhões em 2025, valor 15% superior ao registrado em 2024. Entre as grandes categorias econômicas, os bens intermediários e matérias-primas (US$ 19,2 bilhões) responderam por 60% do total importado no período.
 
As importações de produtos – fora o petróleo - totalizaram US$ 29,8 bilhões no ano passado, crescimento de 18% frente ao ano anterior. Assim como nas exportações, os EUA (US$ 9,6 bilhões) permaneceram como principal mercado de origem, com destaque para as compras de motores e turbinas para aviação e suas partes (US$ 5,6 bilhões).
 
Ressalta-se também o aumento dos desembarques provenientes da União Europeia (US$ 7,0 bilhões), que registrou crescimento de 23%, impulsionado, entre outros fatores, pela expansão de 68% nas importações originárias da França (US$ 3,2 bilhões), sobretudo de rolamentos e engrenagens.

ACESSE o boletim Rio Exporta e os dados dinâmicos no Observatório Firjan

 
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