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Aumento do efetivo da PRF fortalecerá combate ao roubo de cargas

Aumento do efetivo da PRF no estado Rio é uma das ações destacadas na Carta do Rio de Janeiro

Aumento do efetivo da PRF no estado Rio é uma das ações destacadas na Carta do Rio de JaneiroFoto: Renata Mello

28/07/17 15:30  -  Atualizado em  02/10/17 14:45

A atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no combate ao roubo de cargas foi tema da reunião do Conselho Empresarial de Defesa e Segurança do Sistema FIRJAN. Carlos Erane de Aguiar, presidente do Conselho, destacou o aumento do efetivo da PRF no estado Rio, pleito da Federação, como uma vitória importante da indústria. A medida, em vigor a partir deste mês, é uma das ações destacadas na Carta do Rio de Janeiro, documento que marcou o lançamento do Movimento Nacional Contra o Roubo de Cargas, liderado pela FIRJAN. 

“A segurança nas estradas é fundamental para a indústria. A nossa malha rodoviária é a principal forma de escoamento da produção. Por isso, a segurança dessas vias é de extrema importância para nossa economia”, disse Erane, que também preside a Representação Regional FIRJAN/CIRJ na Baixada Fluminense – Área I.

O efetivo extra é formado por 380 policiais, que ficarão no estado do Rio até o fim de 2018. A medida integra o Plano Nacional de Segurança Pública do governo federal. José Roberto de Lima, superintendente da PRF, destacou a atuação da FIRJAN para fortalecer a segurança pública. “A Federação foi fundamental para conseguirmos esse reforço no nosso efetivo. Com mais policiais, podemos fazer um trabalho mais eficiente no combate ao crime nas rodovias”, afirmou.

O superintendente abordou, durante a reunião, as dificuldades que a PRF vem enfrentando por conta dos cortes no orçamento realizados pelo governo e como isso tem impactado a operação da corporação. Ele falou ainda dos problemas financeiros enfrentados por outras instituições de segurança pública: “Nos últimos anos, as forças de segurança brasileiras têm enfrentado uma série de adversidades. Isso se aplica a todos os agentes. Aqui no Rio, por exemplo, metade da frota da Polícia Militar está parada. E os carros que circulam nas ruas estão sucateados. Para piorar, o ainda houve corte de despesas com a segurança, por conta da situação financeira do estado".

O presidente do Conselho lembrou de outra ação contida na Carta do Rio de Janeiro, que propõe que empresas inscritas na dívida ativa dos estados e da União possam realizar pagamentos por meio da dação de equipamentos e da realização de serviços destinados a garantir o bom funcionamento das forças de segurança. “Essa medida permite angariar novos recursos e ampliar o orçamento dos órgãos de segurança pública.”, explicou Erane.

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Conselho de Defesa e Segurança debateu as ações no combate ao roubo de cargas no estado do Rio | Foto: Vinicius Magalhães


Cinturão de Segurança

Outro assunto debatido no Conselho foi a criação do Cinturão de Segurança Rodoviária Integrada, proposta que consta no estudo “Avanço da criminalidade no estado do Rio de Janeiro – Retrato e propostas para a segurança pública”, elaborado pelo Sistema FIRJAN. A ideia é criar postos de fiscalização conjunta de órgãos federais e estaduais em pontos estratégicos de rodovias, portos e aeroportos. Essas ações, segundo a FIRJAN, devem ser permanentes e não pontuais.

José Vanni Filho, chefe do Departamento de Relações Institucionais da Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), disse que esse debate é fundamental para a sociedade como um todo. Ele considera a proposta da FIRJAN importante para garantir a segurança nas rodovias. “O roubo de cargas é um problema grave, com forte impacto no setor produtivo. O Cinturão proposto é uma ótima opção para proteger o transporte de cargas e permitir que empresas operem no estado”.

A reunião do Conselho Empresarial de Defesa e Segurança aconteceu em 25 de julho, na sede da FIRJAN.

 
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