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Aquário Casa Firjan discute as novas fronteiras da impressão 3D nas indústrias

Impressão 3D e as novas fronteiras de produção transformam consumidores em criadores

Impressão 3D e as novas fronteiras de produção transformam consumidores em criadoresFoto: Paula Johas/Firjan

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Publicado em 02/06/21 11:14  -  Atualizado em  02/06/21 12:10

A impressão 3D já é realidade em muitas empresas e tem servido como uma importante ferramenta de inovação em diversos setores da indústria. Por isso, o Aquário Casa Firjan reuniu especialistas para discutir a “Impressão 3D e as novas fronteiras de produção nas empresas”, em 01/06. “Mito é achar que só existe impressão 3D em grandes indústrias ou em nichos. Está presente em vários segmentos e em iniciativas pessoais, que transformam consumidores em criadores”, avaliou Rozeani Araújo, líder técnica do FabLab da Casa Firjan e mediadora do evento.

Juliano Mazute, engenheiro de produto e co-fundador da Black Purpurin, explicou que utiliza a 3D para gerar objetos de moda e acessórios. “Somos pioneiros no Brasil em bolsas e tênis com fabricação 3D, com materiais flexíveis. Aprimoramos a técnica: antes demorávamos 24h para produzir uma bolsa e hoje são 6h”. A Black Purpurin tem loja em Santa Catarina e vende para todo o país pela internet.

Já a BioEdTech e a Quantis trabalham com bioimpressão, uma técnica que veio da manufatura aditiva. A BioEdTech promove cursos de capacitação inovadores e com kits de bioimpressão. Já a Quantis utiliza tecidos 3D e biotintas para produção de proteínas naturais como o colágeno, usado em pesquisa e desenvolvimento. “É importante para as áreas médica e de alimentos. Um bife bioimpresso ainda é muito caro, mas a tendência é diminuir os custos, evitando crueldade com os animais”, resumiu Janaina Dernowsek, especialista em bioimpressão 3D e cofundadora das duas empresas em Minas Gerais.

Juliana Martinelli, CEO da InovaHouse3D e Forbes Under 30, participou do projeto da primeira casa do Brasil feita com impressão 3D, em Natal. “Não tem limite para a impressão 3D. O difícil é convencer a indústria de que é um processo seguro e com retorno financeiro. Já é possível tirar habite-se dessas casas, mas não se consegue financiamento habitacional”. A Inova fechou seu primeiro projeto comercial em 2020 para construir um conjunto habitacional em parceria com a Cruz Vermelha na Ilha de Marajó, no Pará.

Os empresários destacaram que essa tecnologia é mais sustentável, por reduzir o desperdício de materiais e o consumo de água e energia. Para ingressar na área, o profissional multidisciplinar precisa conhecer programação e impressão 3D. “Não se apaixone pela tecnologia. É uma ferramenta para resolver problemas, então busque um problema”, aconselhou Juliana.

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