<img height="1" width="1" style="display:none;" alt="" src="https://px.ads.linkedin.com/collect/?pid=4124220&amp;fmt=gif">
Portal Sistema Firjan
menu

Notícias

Firjan

Na Firjan, Petrobras anuncia cinco novas plataformas em estudos na Bacia de Campos

Lançamento do Anuário do Petróleo no Rio 2023 contou com presença de empresários, autoridades e executivos de empresas do mercado de petróleo e gás

Lançamento do Anuário do Petróleo no Rio 2023 contou com presença de empresários, autoridades e executivos de empresas do mercado de petróleo e gásFoto: Paula Johas

Tempo médio de leitura: ...calculando.

Publicado em 13/07/2023 08:45  -  Atualizado em  17/07/2023 11:57

No lançamento do Anuário do Petróleo no Rio 2023 da Firjan SENAI SESI, em 11/7, representantes da federação, empresas, associações, agências e do governo do estado fizeram um balanço das perspectivas de energia para os próximos anos. Luiz Césio Caetano, 1º vice-presidente da Firjan, lembrou a necessidade de se debater a ampliação da oferta de fontes renováveis de energia e reduzir as emissões de carbono na atmosfera. “Hoje, do total de energia consumida no mundo, 35% vêm do petróleo. No Brasil, já temos uma matriz energética de baixo carbono frente a outras regiões globais, mesmo sabendo das oportunidades de aumentar a oferta de fontes renováveis, precisamos precificar esse nosso diferencial”, ressaltou.

O diretor de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Carlos Travassos, salientou a importância do estado do Rio de Janeiro para a empresa – e vice-versa – e trouxe atualizações sobre o plano de investimentos da companhia.  “Nossa previsão é de investimento de US$ 18 bilhões até 2027 na Bacia de Campos. Três novas unidades de produção do tipo FPSO entraram em operação este ano e outras duas devem ser entregues até dezembro, todas no litoral fluminense, nas bacias de Campos e Santos. Atualizamos o nosso planejamento e, também para a Bacia de Campos, estamos estudando cinco novas plataformas de produção para além do horizonte de 2028. Além disso, a Petrobras tem trabalhado nas linhas de descarbonização, considerando novas soluções energéticas, como as eólicas offshore”, afirmou o gestor da companhia.

Conheça a apresentação da Petrobras - Cadeia de Suprimentos de óleo e gás

“Após ouvir os planos de investimento da Petrobras, aumenta nossa responsabilidade nos próximos sete anos, que apontam para um novo ciclo de crescimento. Precisamos formar mão de obra e decidir que desafios vamos abraçar para incluir cada vez mais a indústria e os fornecedores fluminenses nos projetos da Petrobras”, ressaltou Karine Fragoso, gerente de Petróleo, Gás e Naval da Firjan. Durante a apresentação do estudo, ela ressaltou que a produção de petróleo seguirá relevante ainda por muitos anos e a previsão é que a produção no estado do Rio acumule alta de mais de 100% entre 2019-2029.

O secretário estadual de Energia e Economia do Mar, Hugo Leal, apresentou o cenário energético fluminense, com destaque para o petróleo e novas energias: “A emissão de CO2 por barril de petróleo produzido no Rio é 70% menor que no mundo. Teremos uma transformação da matriz. Os principais investidores serão as petroleiras que estão virando empresas de energia”, resumiu Leal.

Baixe a apresentação da Secretaria estadual de Energia e Economia do Mar do RJ

A PRIO, maior produtora independente de petróleo no Brasil, atua há oito anos em campos maduros da Bacia de Campos. “Geramos valor através de redução de custos, revitalização e aumento de produção no pós-sal. Ainda há muito petróleo a se produzir na região. Focamos em parcerias com fornecedores para fomentar novas empresas e tecnologias. Investimos R$ 3,5 bilhões nesse período e pretendemos investir perto de R$ 5 bilhões nos próximos três anos”, contou Jean Calvi, gerente executivo de Poços & Subsea da PRIO.

Heloisa Borges, diretora de Estudos do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ressaltou que a produção de petróleo não vai acabar: “Projeções de longo prazo de demanda por petróleo mostram diminuição, mas não o fim. Das emissões de CO2 no Brasil, só 30% derivam do mercado de energia; 62% são por uso de terra e agricultura. Isso está ligado diretamente ao desmatamento ilegal”. E, para além disso, a emissão per capita de CO2 no Brasil, dados de 2021, é de menos de 15% do que é emitido pelos EUA e menos de 27% do que é lançado pela China ou pela Alemanha, de acordo com dados do Our World in Data.

Baixe aqui a apresentação da EPE - Posicionamento futuro do petróleo no planejamento energético do país

Já a diretora executiva de Downstream no Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), Valéria Amoroso Lima, explicou que downstream está relacionado ao petróleo que consumimos: “O Brasil é o 8º maior mercado consumidor de petróleo do mundo e tem sua infraestrutura de transporte e movimentação de produtos baseada no modal rodoviário. É importante a expansão de ferrovias, oleodutos e portos. Para isso, estima-se investimentos de R$ 120 milhões, o que reduziria em 15% as emissões de CO2 pelo uso de óleo no transporte”.
 
O superintendente da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Rafael Moura, detalhou a obrigação contratual de investimento de 1% da receita de campos de grande produção e aqueles sob o regime de partilha em pesquisa e inovação: “Em 2022, foram R$ 4,4 bilhões. A produção de petróleo é financiadora da transição energética. Este ano essa medida completa 25 anos. O estado do Rio detém 35% das unidades de pesquisa credenciadas para este fim”, pontuou.

LEIA TAMBÉM:

Anuário do Petróleo no Rio 2023 projeta aumento da produção fluminense até 2030

 
Para Empresas
Competitividade Empresarial Educação Qualidade de Vida