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Agilidade não depende só de tecnologia, alertam especialistas em painel do Summit Firjan IEL + Festival Futuros Possíveis 2021

Pandemia impulsionou os meios digitais, o trabalho mais isolado e a pensar outras formas de gerir as próprias atividades

Pandemia impulsionou os meios digitais, o trabalho mais isolado e a pensar outras formas de gerir as próprias atividadesFoto: Divulgação

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Publicado em 19/11/21 10:57  -  Atualizado em  19/11/21 18:42

Confiabilidade e adaptabilidade são os pontos-chave para responder à pergunta: Como desenvolver agilidade e otimizar a performance das empresas? O tema foi debatido no painel realizado na manhã do segundo dia do Summit Firjan IEL + Festival Futuros Possíveis 2021, em 18/11. “As indústrias investiram em agilidade para sobreviver durante a pandemia e entrar no cenário pós-pandêmico”, ressalta Valter Zanacolli, empresário da Editora Vozes e presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas de Petrópolis (Sigrap).

Na discussão sobre agilidade, as novas tecnologias têm peso menor. “É mais sobre o nosso comportamento, a maneira como a gente interage, do que qualquer milagre que o método possa proporcionar”, explica Mariana Zaparolli Martins, especialista de agilidade, que presta consultoria para indústrias encontrarem o próprio caminho. Ela exemplifica que os princípios da ferramenta Kanban, de planejamento visual, podem ser adotados em empresas de qualquer porte e até nas tarefas diárias das crianças.

Uma dúvida recorrente é que estratégias adotar para sedimentar uma cultura ágil nas organizações. “Desenvolver uma cultura de agilidade promovida pelas pessoas, mais que pelas ferramentas, seria o caminho. Os gestores precisam adotar o mindset voltado para os indivíduos, e não podem continuar a se comportar da forma tradicional”, sugere Erasto Meneses, especialista em Lean Manufacturing. “Agilidade é o oposto de complexidade. É a simplicidade que precisa ser adotada”, acrescenta. 

A mediadora do painel, Rafaela Rio, gerente de Planejamento Estratégico na Firjan, apontou que essas tecnologias não são tão novas, mas que agora estão sendo muito necessárias. Na opinião de Mariana, a pandemia levou a gente para lugares que não esperávamos: “Impulsionou os meios digitais, o trabalho mais isolado e a pensar outras formas de gerir as próprias atividades”.

Elementos que a agilidade já impulsionava passaram a ser mais necessários, em adaptação ao trabalho com diversas ferramentas. Os ciclos de jornada e de reuniões mais curtos são alguns exemplos. Atribuir uma agilidade nas empresas através dessas metodologias é essencial para se chegar ao produto final de forma mais assertiva, avalia Zanacolli, que também é vice-presidente da Firjan Serrana e 1º diretor-tesoureiro da Firjan. Para as pequenas e médias empresas (PMEs), ele aconselha que procurem seus sindicatos e a federação para receberem orientação sobre essas metodologias ágeis.

O segundo painel do Summit Firjan IEL + Futuros Possíveis desta quinta-feira, 18, abordou o tema Novos sistemas e organizações de trabalho entre robôs e humanos. Participaram Denis Pineda, gerente regional da Universal Robots A/S para a América do Sul; Cauam Ferreira, pesquisador associado do MIT Industrial Performance Center; Karla Figueiredo, professora de Inteligência Artificial no IME/UERJ e Michele de Souza, fundadora e CEO da Cycor Cibernética. Paulo Cairoli, autor da obra Lean Inception: Como alinhar pessoas e construir o produto certo fez o painel de abertura. 

Para se inscrever no Summit Firjan IEL + Festival Futuros Possíveis: https://summitefuturospossiveis.casafirjan.com.br/

 
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