A Firjan permanece acompanhando com atenção os avanços nas etapas de implementação do Acordo Comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Diante disso, reconhece a importância da assinatura do Acordo ocorrida, no dia 17/01, em Assunção como fator que fortalecerá a inserção internacional das indústrias fluminenses. No entanto, ressalta a importância dos instrumentos que asseguram prazos para adaptação e a justa concorrência presentes no Acordo.
A aproximação entre Mercosul e UE promoverá um significativo aumento da corrente de comércio, novos investimentos e crescimento do PIB industrial brasileiro. Além disso, a entrada em vigor do Acordo, visto o cenário geopolítico recente, marcado por tensões políticas, comerciais e de aumento de barreiras, é fato relevante para o comércio internacional e contribui positivamente para a ampliação e diversificação das parcerias de ambos os blocos econômicos.
Acordo Mercosul-UE - próximos passos e informações
Em conjunto, os blocos representam aproximadamente um quinto da economia global, somando cerca de US$ 22 trilhões. Em 2024, o comércio internacional entre o Brasil e o mercado europeu somou US$ 95 bilhões, com destaque para a participação dos setores de Petróleo e Gás, Farmacêutico, Automotivo, Metalmecânico, Siderúrgico, Aeronáutico, entre outros. No mesmo período, o bloco europeu foi o segundo maior parceiro comercial do estado do Rio de Janeiro somando uma corrente de comércio de US$ 16,1 bilhões.
Aumentos também podem ser esperados tanto na balança comercial brasileira como no PIB. O governo brasileiro estima que, até 2044, o PIB do país poderá crescer aproximadamente R$ 37 bilhões. Por sua vez, os ganhos na balança comercial seriam de cerca de R$ 52 bilhões nas exportações e R$ 42 bilhões nas importações. Estima-se que o Acordo aumentaria os investimentos estrangeiros diretos no Brasil em 0,8%, segundo dados divulgados pelo governo federal.
O texto do Acordo aborda temas fundamentais como redução de tarifas de
importação e exportação, harmonização de normas ao comércio e cooperação em áreas estratégicas. A parceria desempenhará um papel significativo no desenvolvimento e competitividade das indústrias visto que, a partir da ratificação, cerca de 95% das linhas tarifárias das exportações do Mercosul para a UE terão suas alíquotas zeradas por meio de desgravação imediata ou linear ao longo de prazos que variam entre 4 e 12 anos.
Em paralelo, 91% das linhas tarifárias impostas pelo Mercosul serão liberalizadas de forma mais gradual para as importações com origem no bloco europeu, com cestas de produtos submetidos à desgravação imediata ou linear ao longo de prazos que variam entre 4 e 30 anos, este último caso para produtos sensíveis, como veículos automotivos baseados em novas tecnologias. Destaca-se também ao longo do processo de negociação, o avanço com relação aos temas de barreiras não-tarifárias, alinhamentos de normas técnicas, e melhores práticas para o desenvolvimento sustentável.
A Firjan está em trabalho contínuo ao longo de processo de negociação do Acordo para dimensionar os reflexos para a indústria fluminense, inclusive, através da análise setorial do Acordo que será divulgada posteriormente.
A federação também permanece atenta às próximas etapas do processo de
ratificação do Acordo Mercosul-UE com o objetivo de contribuir para o fortalecimento da competitividade e da inserção internacional da indústria
fluminense.
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Acordo Mercosul-UE - próximos passos e informações