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Com apoio da Firjan SENAI SESI, 9º Seminário Nacional do GNV debate caminhos do mercado do RJ até 2030

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Publicado em 08/10/2026 11:28  -  Atualizado em  08/10/2026 11:55

Na segunda-feira, (5/10), a Casa Firjan sediou o 9º Seminário Nacional do GNV (Gás Natural Veicular), promovido pelo Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado do Rio de Janeiro (Sindirepa RJ). Com o tema GNV 2030 – Continuidade, Renovação e Mercado Livre, o encontro reuniu especialistas e lideranças para debater os rumos do mercado até o fim da década, traçar estratégias para fortalecer e alavancar a competitividade da indústria fluminense. O evento contou com patrocínio da Firjan SENAI SESI e ações do convênio entre o Sindirepa RJ e o Sebrae, além do apoio da Naturgy.

Na abertura, o presidente da Firjan, Luiz Cesio Caetano, ressaltou o papel do estado fluminense como o principal polo do mercado de gás no país e destacou a atuação da federação junto ao poder público: “O Rio de Janeiro é o principal mercado de GNV do Brasil, com a maior frota e a maior infraestrutura de abastecimento. São aproximadamente 1,7 milhão de veículos leves adaptados. A Firjan tem atuado junto à Prefeitura do Rio de Janeiro e ao Governo do Estado para ampliar a frota de veículos pesados como ônibus a GNV e biometano, além de incluir proposições de estímulo ao mercado de gás natural em propostas entregues ao governo”, enfatizou.

O presidente citou ainda que, antes do primeiro turno das eleições, foram entregues aos candidatos ao governo do Estado e à presidência da República o estudo Propostas Firjan para um Rio de Futuro. “Contribuição da Firjan para políticas públicas, as agendas têm oito eixos. Um deles é Energia, onde estão proposições de estímulo ao mercado de gás natural. E neste seminário, sem dúvida, teremos uma relevante contribuição em busca de direções para o fortalecimento e a modernização deste mercado.”, acrescentou Caetano.

Anfitrião da mesa e mediador do painel, Celso Mattos, vice-presidente da Firjan e presidente do Sindirepa, reforçou a importância da união do mercado para a entrega de uma agenda positiva: “Queremos pensar no futuro e debater o cenário nacional do GNV, especialmente do nosso estado do Rio de Janeiro, para seguirmos no desafio de expandir o uso do GNV como um grande viabilizador do mercado de gás no país. O gás é um combustível fundamental para a descarbonização do transporte rodoviário e tem no Rio de Janeiro o case de sucesso para a expansão para todo o país. Precisamos seguir nessa construção conjunta em prol do nosso mercado”, disse o empresário.

Na primeira parte do seminário, os convidados analisaram o cenário atual e os desafios do mercado de GNV no estado. Guilherme de Castro, especialista de Petróleo, Gás, Naval e Energias da Firjan SENAI SESI, explicou que, em agosto, a produção brasileira foi de 220 milhões de m³/dia de gás, mas nem tudo chega ao mercado. “Há uma parcela muito alta, de 69% dessa produção, que é reinjetada nos poços, ou queimada, ou consumida no processo de produção do gás”, informou, acrescentando que, em 2025, 78% dessa produção foi feita no Rio de Janeiro.

Diferentemente das antigas plataformas, as novas já estão preparadas para manusear esse gás que sai do poço, garantindo mais produtividade, segundo explicou Gabriel Kropsch, diretor do Comitê Nacional do GNV. “Isso é muito importante porque aumenta a disponibilidade da chamada oferta líquida, que é o que realmente vai para o mercado”. Adriano Costa Nogueira, presidente do RJ Postos (antigo Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência no Estado do Rio de Janeiro) lembrou que, durante a greve dos caminhoneiros, em 2018, o Rio de Janeiro foi o único Estado que não parou justamente por conta do mercado do GNV. 

Complementando o diagnóstico, Rafael Ximenes, vice-presidente do Sindirepa, destacou que o GNV é o veículo do taxista, do motorista de Uber, de pequenas frotas: “Por isso, temos que valorizar o nosso GNV”, frisou. Hugo Leal, secretário estadual de Óleo, Gás e Biocombustíveis do Rio de Janeiro, enfatizou a importância da competitividade para o protagonismo do estado no mercado.

Livre mercado

O tema central da segunda etapa do seminário abordou a importância de um ambiente livre de comercialização e regulações para a redução do custo final do combustível. Guilherme de Castro destacou a atuação da Firjan no Conselho de Usuários de Transporte da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que aprovou a base de ativos zero nos gasodutos amortizados, reduzindo as tarifas de transporte. Gabriel Kropsch reiterou que o aumento da oferta de produção líquida fará o preço ceder de forma natural pelo livre mercado, o que também foi reforçado por Adriano Costa Nogueira.

Rafael Ximenes pontuou sobre benefícios tributários, como o que já existe no estado do Rio para automóveis que saem da fábrica já convertidos e também a alíquota menor no Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em relação aos carros de passeio flex ou a gasolina.

 
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