
Presidente Luiz Cesio Caetano esteve na abertura da 9ª edição do festival.Foto: Divulgação / Firjan
Nos dias 22 e 23/10, ocorre na Casa Firjan, a 9ª edição do Festival Futuros Possíveis. O evento, promovido pela Firjan IEL e realizado no local reconhecido como hub de inovação e criatividade da federação, é dedicado a debates sobre o futuro, novidades tecnológicas e tendências que estão moldando as bases da sociedade, da economia e do trabalho. O tema central desta edição é “A Era IAxial: O mundo sob um novo eixo”. Em seu primeiro dia, passaram pelo evento mais de 500 pessoas.
É imprescindível ter uma visão crítica e propositiva, para que a utilização da IA não saia do rumo e contribua sempre para melhorar a vida das pessoas, a atuação dos profissionais e das empresas, em benefício de toda a humanidade. Luiz Cesio Caetano, presidente da Firjan.
O festival é um encontro entre empresários, especialistas, profissionais e público em geral. A proposta dessa edição é conectá-los às novas transformações e discutir como a Inteligência Artificial ultrapassou a função de ser uma ferramenta tecnológica para ser um agente capaz de reconfigurar o cenário mundial, inaugurando, assim, uma mudança estrutural para a sociedade.
O presidente da Firjan, Luiz Cesio Caetano, abriu o evento na manhã do dia 22/10 dando as boas-vindas aos presentes e aos palestrantes. Ele enfatizou que o evento antecipa temas relevantes para sociedade. Um exemplo citado: “Em 2022, discutimos Inteligência Artificial Generativa poucos dias antes do lançamento do ChatGPT pela OpenAI. E, em poucos anos, a IA passou de ferramenta a influenciadora de como produzimos conhecimento e tomamos decisões, por exemplo”, destacou.
Em sua fala, foi enfático ao dizer que o momento não deve ser visto apenas com admiração, ressaltando que surgirão receios, expectativas e dúvidas sobre até onde deve ir o papel da IA. Para ele, o caminho é aprofundar o conhecimento sobre possibilidades e implicações no festival.
Apresentação de novo estudo da Firjan IEL
Caetano fez questão de detalhar as temáticas do evento. São quatro eixos temáticos, sendo o primeiro deles, Estudos de Futuros, que inclui a apresentação do Estudo de Macrotendências 2027-2028, desenvolvido pelo Lab de Tendências da Firjan IEL e coordenado por Carol Fernandes. “O debate abordará a importância de capacitar pessoas para pensar e projetar cenários futuros. Para isso, apresentaremos o nosso Estudo de Macrotendências”, ressaltou.
Acesse o Estudo Macrotendências 2027-2028 no Observatório Firjan
O segundo eixo, O visível e o invisível, buscará entender como as novas tecnologias são produzidas, sustentadas e governadas. “Quem define essas regras? Há questões cruciais, como a soberania de dados. A geopolítica tem grande peso, mas a participação da sociedade nessas decisões é indispensável”, pontuou.
O terceiro eixo, intitulado Inteligências Compartilhadas, foi apresentado pelo presidente da Firjan e permitirá que os participantes conheçam casos que demonstram como agentes autônomos e modelos de IA estão transformando a maneira de criar, decidir e gerar valor em diversos setores e áreas de nossas vidas. E acrescentou que o eixo abordará como a inteligência artificial está expandindo a inteligência humana.
Sobre o quarto eixo Humanidade Híbrida, o executivo mostrou que ele será dedicado ao aprofundamento de uma discussão atual: as novas fronteiras entre humanos e máquinas. “Fica a questão: o que a inteligência artificial não vai conseguir tirar e não queremos que tire de nós? E aproveito para falar de algumas outras agendas do evento, como a instalação artística sobre inteligência de dados, que exibe uma ficção distópica sobre o ano de 2047”, contextualizou.
Caetano ainda mencionou que, no dia 23/10, será inaugurada a exposição “Construir Futuros”, realizada pela Firjan SESI, com experiências interativas desenvolvidas pela equipe da Casa Aberta, responsável pelas exposições proprietárias da Casa Firjan. “O conteúdo da exposição conta com a contribuição do nosso Lab de Tendências. E provocará a reflexão dos visitantes sobre o papel nessa construção. Afinal, o futuro não pode esperar. Ele é fruto de decisões que acontecem no presente”, afirmou.
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| Maria Isabel Oschery, gerente de Inovação da Casa Firjan, e Carol Fernandes, coordenadora do Lab de Tendências, falaram para um público de mais de 200 pessoas. | Foto: Divulgação / Firjan. |
Palestras, provocações e reflexões éticas
Nos dois dias, a programação conta com painéis, oficinas, experiências, arte e música. É uma oportunidade de ampliar o olhar sobre tendências, tecnologias emergentes, sinais de mudança e novas formas de imaginar o amanhã, uma vez que a inteligência artificial inaugura uma mudança de escala.
A IA foi se expandindo muito rapidamente. Agora, muitos estão repensando as formas de aplicação da tecnologia. Perguntas como: será que esse nível de investimento dará o retorno esperado no tempo necessário? Quem está sendo beneficiado? Quem não está sendo beneficiado? Carol Fernandes, coordenadora do Lab de Tendências, sobre o Estudo Macrotendências 2027-2028.
Entre as palestras ministradas por especialistas em inovação e tecnologia, destacam-se a da inglesa Joana Lenkova, fundadora da organização Futures Forward; a do brasileiro Anderson Soares, da AI Brasil; a do colombiano Carlos Redondo, fundador da Gaitana IA; e a da brasileira Katiúscia Ribeiro, filósofa e palestrante quilombola.
Maria Isabel Oschery, gerente de Conteúdo e Inovação Empresariais da Casa Firjan, e Carol Fernandes, coordenadora do Lab de Tendências Firjan IEL, também falaram sobre a relevância do evento. Ainda na abertura, Carol Fernandes, ao lado de Isabela Petrosillo, pesquisadora do Lab de Tendências, apresentou o Estudo Macrotendências 2027-2028.
Ao longo da explanação, Carol alertou que o momento exige uma “reflexão estratégica” para avaliar a eficácia, os custos e as implicações éticas das tecnologias disruptivas. Entre os temas apresentados no estudo, Isabela indicou a importância da transparência na forma de ação das tecnologias. “Enquanto a gente fica cada vez mais transparente para a máquina, a máquina sabe mais dos nossos dados. Quem pode o quê? O que vai ser permitido? E, principalmente, quem se responsabiliza pelas ações da máquina, porque tem que ter sempre um humano por trás”, comentou.
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| Carol Fernandes, coordenadora do Lab de Tendências, apresenta o Estudo Macrotendências 2027-2028. | Foto: Divulgação / Firjan. |