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Festival Futuros Possíveis debate os impactos da inteligência artificial na sociedade

Presidente Luiz Cesio Caetano esteve na abertura da 9ª edição do festival.

Presidente Luiz Cesio Caetano esteve na abertura da 9ª edição do festival.Foto: Divulgação / Firjan

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Publicado em 22/10/2026 17:00  -  Atualizado em  22/10/2026 18:35

Nos dias 22 e 23/10, ocorre na Casa Firjan, a 9ª edição do Festival Futuros Possíveis. O evento, promovido pela Firjan IEL e realizado no local reconhecido como hub de inovação e criatividade da federação, é dedicado a debates sobre o futuro, novidades tecnológicas e tendências que estão moldando as bases da sociedade, da economia e do trabalho. O tema central desta edição é “A Era IAxial: O mundo sob um novo eixo”. Em seu primeiro dia, passaram pelo evento mais de 500 pessoas.

É imprescindível ter uma visão crítica e propositiva, para que a utilização da IA não saia do rumo e contribua sempre para melhorar a vida das pessoas, a atuação dos profissionais e das empresas, em benefício de toda a humanidade. Luiz Cesio Caetano, presidente da Firjan.

O festival é um encontro entre empresários, especialistas, profissionais e público em geral. A proposta dessa edição é conectá-los às novas transformações e discutir como a Inteligência Artificial ultrapassou a função de ser uma ferramenta tecnológica para ser um agente capaz de reconfigurar o cenário mundial, inaugurando, assim, uma mudança estrutural para a sociedade.

O presidente da Firjan, Luiz Cesio Caetano, abriu o evento na manhã do dia 22/10 dando as boas-vindas aos presentes e aos palestrantes. Ele enfatizou que o evento antecipa temas relevantes para sociedade. Um exemplo citado: “Em 2022, discutimos Inteligência Artificial Generativa poucos dias antes do lançamento do ChatGPT pela OpenAI. E, em poucos anos, a IA passou de ferramenta a influenciadora de como produzimos conhecimento e tomamos decisões, por exemplo”, destacou. 

Em sua fala, foi enfático ao dizer que o momento não deve ser visto apenas com admiração, ressaltando que surgirão receios, expectativas e dúvidas sobre até onde deve ir o papel da IA. Para ele, o caminho é aprofundar o conhecimento sobre possibilidades e implicações no festival. 

Apresentação de novo estudo da Firjan IEL

Caetano fez questão de detalhar as temáticas do evento. São quatro eixos temáticos, sendo o primeiro deles, Estudos de Futuros, que inclui a apresentação do Estudo de Macrotendências 2027-2028, desenvolvido pelo Lab de Tendências da Firjan IEL e coordenado por Carol Fernandes. “O debate abordará a importância de capacitar pessoas para pensar e projetar cenários futuros. Para isso, apresentaremos o nosso Estudo de Macrotendências”, ressaltou. 

Acesse o Estudo Macrotendências 2027-2028 no Observatório Firjan

O segundo eixo, O visível e o invisível, buscará entender como as novas tecnologias são produzidas, sustentadas e governadas. “Quem define essas regras? Há questões cruciais, como a soberania de dados. A geopolítica tem grande peso, mas a participação da sociedade nessas decisões é indispensável”, pontuou. 

O terceiro eixo, intitulado Inteligências Compartilhadas, foi apresentado pelo presidente da Firjan e permitirá que os participantes conheçam casos que demonstram como agentes autônomos e modelos de IA estão transformando a maneira de criar, decidir e gerar valor em diversos setores e áreas de nossas vidas. E acrescentou que o eixo abordará como a inteligência artificial está expandindo a inteligência humana.

Sobre o quarto eixo Humanidade Híbrida, o executivo mostrou que ele será dedicado ao aprofundamento de uma discussão atual: as novas fronteiras entre humanos e máquinas. “Fica a questão: o que a inteligência artificial não vai conseguir tirar e não queremos que tire de nós? E aproveito para falar de algumas outras agendas do evento, como a instalação artística sobre inteligência de dados, que exibe uma ficção distópica sobre o ano de 2047”, contextualizou.

Caetano ainda mencionou que, no dia 23/10, será inaugurada a exposição “Construir Futuros”, realizada pela Firjan SESI, com experiências interativas desenvolvidas pela equipe da Casa Aberta, responsável pelas exposições proprietárias da Casa Firjan. “O conteúdo da exposição conta com a contribuição do nosso Lab de Tendências. E provocará a reflexão dos visitantes sobre o papel nessa construção. Afinal, o futuro não pode esperar. Ele é fruto de decisões que acontecem no presente”, afirmou.

Leia também: Casa Firjan inaugura exposição para construir futuros

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Maria Isabel Oschery, gerente de Inovação da Casa Firjan, e Carol Fernandes, coordenadora do Lab de Tendências, falaram para um público de mais de 200 pessoas. | Foto: Divulgação / Firjan.


Palestras, provocações e reflexões éticas

Nos dois dias, a programação conta com painéis, oficinas, experiências, arte e música. É uma oportunidade de ampliar o olhar sobre tendências, tecnologias emergentes, sinais de mudança e novas formas de imaginar o amanhã, uma vez que a inteligência artificial inaugura uma mudança de escala.

A IA foi se expandindo muito rapidamente. Agora, muitos estão repensando as formas de aplicação da tecnologia. Perguntas como: será que esse nível de investimento dará o retorno esperado no tempo necessário?  Quem está sendo beneficiado? Quem não está sendo beneficiado? Carol Fernandes, coordenadora do Lab de Tendências, sobre o Estudo Macrotendências 2027-2028.

Entre as palestras ministradas por especialistas em inovação e tecnologia, destacam-se a da inglesa Joana Lenkova, fundadora da organização Futures Forward; a do brasileiro Anderson Soares, da AI Brasil; a do colombiano Carlos Redondo, fundador da Gaitana IA; e a da brasileira Katiúscia Ribeiro, filósofa e palestrante quilombola.

Maria Isabel Oschery, gerente de Conteúdo e Inovação Empresariais da Casa Firjan, e Carol Fernandes, coordenadora do Lab de Tendências Firjan IEL, também falaram sobre a relevância do evento. Ainda na abertura, Carol Fernandes, ao lado de Isabela Petrosillo, pesquisadora do Lab de Tendências, apresentou o Estudo Macrotendências 2027-2028. 

Ao longo da explanação, Carol alertou que o momento exige uma “reflexão estratégica” para avaliar a eficácia, os custos e as implicações éticas das tecnologias disruptivas. Entre os temas apresentados no estudo, Isabela indicou a importância da transparência na forma de ação das tecnologias. “Enquanto a gente fica cada vez mais transparente para a máquina, a máquina sabe mais dos nossos dados. Quem pode o quê? O que vai ser permitido? E, principalmente, quem se responsabiliza pelas ações da máquina, porque tem que ter sempre um humano por trás”, comentou.

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Carol Fernandes, coordenadora do Lab de Tendências, apresenta o Estudo Macrotendências 2027-2028. | Foto: Divulgação / Firjan.


 

 
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