Confiança das pequenas indústrias sobe em agosto, mas segue abaixo de 50 pontos, aponta CNI
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) de agosto de 2026, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostrou uma leve recuperação de 0,6 ponto entre as pequenas empresas, alcançando 46,8 pontos. Apesar do avanço na margem em relação a julho (46,2 pontos), o indicador permanece abaixo da linha divisória de 50 pontos, confirmando a persistência da falta de confiança no segmento há 21 meses consecutivos.
No panorama geral, o recuo da confiança atinge 25 dos 29 setores industriais brasileiros, influenciado pelo patamar elevado dos juros, aumento nos custos de produção e pressões externas do comércio global. Enquanto as pequenas indústrias registraram alta modesta, os índices das médias (46,0 pontos) e grandes empresas (47,6 pontos) recuaram no mês, mantendo todos os portes industriais abaixo do limiar de confiança.
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Intenção de investimento da pequena indústria recua para 39,2 pontos em agosto
O índice de intenção de investimento da indústria geral recuou pelo terceiro mês consecutivo em agosto de 2026, atingindo 52,6 pontos, segundo a Sondagem Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI). No recorte por porte, as pequenas indústrias registraram o resultado mais baixo do mercado, caindo para 39,2 pontos. Trata-se do menor nível registrado para o segmento de pequeno porte desde julho de 2020 (35,9 pontos), período fortemente impactado pelo ápice da pandemia.
A cautela na decisão de investir reflete a persistência de juros elevados, custos crescentes de produção e a forte concorrência com produtos importados. O cenário macroeconômico também influenciou as perspectivas das pequenas indústrias para os próximos seis meses: as expectativas para exportações (47,4 pontos) e número de empregados (47,4 pontos) ficaram abaixo da linha divisória de 50 pontos, enquanto a produção do segmento seguiu em retração em julho (47,0 pontos).
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Pequenos negócios criam quase 6 em cada 10 empregos formais no Brasil no primeiro semestre
As micro e pequenas empresas foram responsáveis pela criação de 543,5 mil dos 921,6 mil empregos formais gerados no Brasil entre janeiro e junho de 2026, representando cerca de 60% do total de vagas abertas no país, segundo levantamento do Sebrae com base nos dados do Caged. Apenas no mês de junho, o segmento abriu 84,8 mil postos de trabalho (58% do saldo do mês), superando em mais de 80% o desempenho das médias e grandes empresas. O setor de Serviços liderou as contratações (42 mil vagas), seguido por Comércio e Construção (16 mil cada), impulsionando a queda da taxa de desemprego para 5,4%.
Apesar da forte capacidade de absorção de mão de obra e capilaridade em todos os municípios, o estudo alerta que a sustentabilidade dos pequenos negócios ainda enfrenta desafios estruturais. O elevado custo do crédito, a carga tributária, a burocracia, a baixa produtividade e as taxas de juros mantêm a necessidade de um ambiente de negócios mais competitivo, com foco em inovação, capacitação e apoio contínuo para garantir a longevidade e o crescimento sustentável das empresas.
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Desempenho da pequena indústria melhora no 2º trimestre, mas tributos e insumos ainda pressionam o setor
O desempenho das pequenas indústrias registrou avanço no segundo trimestre de 2026, com o indicador subindo para 45,2 pontos — resultado 2,1 pontos acima da média histórica para o período (43,1 pontos). A melhoria na produção e no emprego, contudo, contrasta com a situação financeira, cujo índice ficou em 39,4 pontos. Embora esteja 1,3 ponto acima da média do período, o indicador permanece próximo aos menores patamares registrados desde 2023, refletindo o aperto nas margens de lucro e o acesso restrito ao crédito.
A elevada carga tributária segue como o principal obstáculo no setor, afetando 37,3% das pequenas empresas da Transformação e 42,9% na Construção. Na Transformação, destaca-se ainda a pressão exercida pelo alto custo das matérias-primas (34,6%) e pelas taxas de juros elevadas (27,1%). Já na Construção, os juros altos (37,8%) permaneceram na segunda posição seguido pela falta ou alto custo de mão de obra não qualificada (31,1%). Diante desses desafios, a confiança do pequeno industrial permaneceu abaixo da linha divisória de 50 pontos pelo 20º mês consecutivo, registrando 46,2 pontos em julho e mantendo as expectativas de investimento em ritmo moderado.
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Plano Brasil Soberano III traz linhas de crédito com custos diferenciados para MPMEs
O governo federal criou a terceira etapa do Plano Brasil Soberano para socorrer e apoiar setores estratégicos e empresas afetadas por tarifas comerciais dos Estados Unidos, como as Seções 232 e 301, e por conflitos internacionais. O plano contará com até R$ 18,5 bilhões de recursos, fruto de aportes do Tesouro Nacional e do BNDES, dividindo os setores contemplados em três grupos operacionais.
Para as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), a medida garante acesso a condições de financiamento diferenciadas. A linha para capital de giro prevê um custo financeiro reduzido de 8,3% para o segmento de menor porte, contra 9,8% para grandes empresas. O plano oferece ainda modalidades para capital de giro voltado à exportação (8,3%), bens de capital (8%), investimento (6,5%) e transformação de minerais críticos (3%).
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Senado aprova aumento do teto de faturamento do MEI para até R$ 140 mil e perdão de dívidas
O plenário do Senado aprovou por unanimidade o Projeto de Lei Complementar (PLP 186/2026), que eleva de forma escalonada o limite anual de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI): o teto, congelado em R$ 81 mil desde 2016, sobe para R$ 110 mil em 2027 e alcança R$ 140 mil a partir de 2028. A matéria, aprovada previamente na Câmara dos Deputados, segue para sanção presidencial.
O texto também autoriza a contratação de até dois empregados (contra o limite atual de apenas um), com remuneração de um salário-mínimo ou piso da categoria. Além disso, o projeto estabelece o perdão integral de débitos de MEIs junto à União constituídos até 13 de outubro de 2026 — com a contrapartida de que o empreendedor mantenha as guias mensais em dia nos seis meses subsequentes à vigência da lei. A proposta também moderniza regras de contratações públicas, ampliando a participação exclusiva de pequenos negócios em licitações.
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Congresso aprova anistia de dívidas, aumento do teto para R$ 140 mil e 2º funcionário para o MEI
O Congresso Nacional concluiu a votação do Projeto de Lei Complementar que reformula as regras do Microempreendedor Individual (MEI), enviando o texto para sanção presidencial. A medida prevê o perdão integral de dívidas com a União contraídas até 13 de outubro de 2026 — alcançando tanto débitos já inscritos em Dívida Ativa quanto aqueles em fase de cobrança administrativa —, eliminando valor principal, juros e multas de cerca de 3,6 milhões de inadimplentes. Para manter o benefício, o empreendedor deverá pagar em dia as guias dos seis meses seguintes à vigência da lei.
A proposta também atualiza o teto anual de faturamento de forma escalonada: o limite passa para R$ 110 mil em 2027 e alcança R$ 140 mil em 2028, destravando o crescimento de negócios que limitavam a emissão de notas para não serem desenquadrados. Além disso, os setores de indústria, comércio e serviços no meio rural foram autorizados a contratar até dois funcionários formais (recebendo um salário mínimo ou o piso da categoria), ampliando a capacidade produtiva das pequenas operações.
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Condições atuais da indústria caem ao menor nível em 6 anos, mas expectativas melhoram, aponta CNI
A avaliação dos empresários sobre o momento vivido pela indústria e pela economia atingiu o pior patamar desde julho de 2020, em plena pandemia, segundo o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) de outubro de 2026, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O Índice de Condições Atuais recuou para 40 pontos, pressionado pela retração da demanda, incertezas globais e pelo aumento de custos produtivos. O levantamento consultou 1.103 empresas em todo o país, tendo como principal base as pequenas indústrias, com 456 participantes (além de 414 médias e 233 grandes).
Em contrapartida, as perspectivas para os próximos seis meses registraram recuperação: o Índice de Expectativas subiu para 49,3 pontos, encostando na linha divisória de 50 pontos. No consolidado geral, o ICEI avançou para 46,2 pontos. Apesar do alívio projetado para o médio prazo, o indicador agregado permanece abaixo de 50 pontos pelo 22º mês consecutivo, refletindo a cautela contínua do setor produtivo e o impacto direto do aperto financeiro sentido na ponta pelas pequenas fábricas.
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