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IFGF 2021

5.239 municípios analisados

Com base em dados oficiais, o IFGF analisa as contas das cidades brasileiras através de quatro indicadores. A análise das contas do ano de 2020 mostra que o quadro fiscal dos municípios ainda é preocupante. As circunstâncias adversas, criadas pela pandemia da Covid-19, exigiram uma alocação mais eficiente dos recursos públicos para atender às necessidades básicas da população. Entretanto, o caminho para o equilíbrio sustentável das contas públicas é longo, e as reformas do federalismo fiscal brasileiro são urgentes.

Veja alguns destaques

    Autonomia

    Analisa a relação entre as receitas oriundas da atividade econômica
    do município e os custos para financiar sua existência.

    1.704

    prefeituras não se sustentam: não geram receita suficiente para a manutenção da estrutura administrativa

    Gastos com pessoal

    Mostra quanto os municípios gastam com pagamento de pessoal
    em relação ao total da Receita Corrente Líquida.

    54%

    Mais de 1/3 das prefeituras analisadas estão em situação crítica: cidades gastam mais de 54% da receita com pessoal

    Liquidez

    Verifica a relação entre o total de restos a pagar acumulados no ano
    e os recursos em caixa disponíveis para cobri-los no ano seguinte.

    563

    prefeituras no “cheque especial”: terminaram 2020 sem recursos em caixa para cobrir as despesas postergadas para o ano seguinte

    Investimentos

    Mede a parcela da receita total dos municípios destinada aos
    investimentos, aqueles que geram bem-estar à população e melhoram
    o ambiente de negócios.

    4,6%

    Brasil é marcado por grande disparidade: 2.672 municípios têm baixo nível de investimentos, em média, investem apenas 4,6% da receita

Leitura do IFGF

A metodologia do IFGF é composto por quatro indicadores – Autonomia, Gastos com Pessoal, Liquidez e Investimentos. O índice permite tanto a comparação relativa quanto absoluta, isto é, não se restringe a uma fotografia anual, podendo ser comparado ao longo dos anos. Dessa forma, é possível especificar, com precisão, se uma melhoria relativa de posição em um ranking se deve a fatores específicos de um determinado município ou à piora relativa dos demais.

Metodologia

O IFGF tem uma leitura dos resultados bastante simples: a pontuação varia entre 0 e 1, sendo que quanto mais próximo de 1 melhor a gestão fiscal do município.