
Foto: Paula Johas / Firjan
O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) se reuniu nesta terça-feira, 9/6, em Brasília, para o tombamento do Palacete Linneo de Paula Machado e os jardins da Casa Firjan. O reconhecimento do Instituto fecha um ciclo importante para um dos espaços mais famosos da cidade do Rio de Janeiro.
Um dos pioneiros da arquitetura modernista do país e datado de 1906, o Palacete, com seus mais de 1.100 m² e 30 cômodos, já havia sido oficialmente tombado, em 1987, pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) e, em 2006, pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac).
E, em março deste ano, o Governo do Estado sancionou a lei 11.137/2026, que torna a Casa Firjan patrimônio histórico, cultural e turístico do estado. Desde a sua fundação, em 2018, o espaço ganhou reconhecimento imaterial por seu conjunto de iniciativas e programas que desempenham papel relevante no apoio à promoção da inovação e ao desenvolvimento econômico.
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| Vista de uma das varandas do Palacete. | Foto: Paula Johas / Firjan. |
O Palacete Linneo de Paula Machado foi um importante ponto de encontro para os industriais do século passado e, como destaca Luiz Césio Caetano, presidente da Firian, segue conectando, gerando diálogos, emitindo alertas e promovendo a Indústria. O presidente lembra que o prédio foi erguido por Eduardo Pallasim Guinle, patriarca da influente família e fundador da Companhia Docas de Santos. “Está, portanto, na veia desta casa a sua relação com a Indústria”, ressalta Caetano.
Após oito anos, desde a sua fundação, ganhamos mais este importantíssimo reconhecimento por parte do Iphan. Isso celebra o cuidado que temos com nosso patrimônio e todas as iniciativas e programas que possibilitam o acesso da sociedade a este espaço e as discussões contemporâneas que promovemos na Casa Firjan. Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan.
“Após oito anos, desde a sua fundação, ganhamos mais este importantíssimo reconhecimento por parte do Iphan. Isso celebra o cuidado que temos com nosso patrimônio e todas as iniciativas e programas que possibilitam o acesso da sociedade a este espaço e as discussões contemporâneas que promovemos na Casa Firjan”, completa o presidente.
Cristiane Alves, gerente geral da Casa Firjan, reitera que o espaço cumpriu seu papel de ser residência de duas das famílias mais importantes para o desenvolvimento do Rio e do Brasil (Guinle e Paula Machado) e de testemunhar a construção e criação de vários projetos importantes para o país. E que a conservação, preservação, restauração e adaptação do palacete se deu com total respeito à importância histórica do prédio.
“Seguimos todas as orientações e referências de diversos órgãos de patrimônio, transformando o palacete em um espaço funcional, que entrega à comunidade serviços e reflexões sobre inovação, futuro, nova economia. Valorizamos a história e o papel da casa e a trouxemos para o futuro, para as discussões sobre inovações e tendências”, destaca ela.
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| Localizado no segundo andar do Palacete, o "banheiro azul" é um dos pontos altos de conservação da casa. | Foto: Paula Johas / Firjan. |
Reunião para tombamento
A reunião teve início às 14h e a defesa do tombamento do Palacete foi feita por Raquel Furtado Schenkman Contier, conselheira consultiva e relatora do processo. Estiveram presentes também Deyvesson Israel Alves Gusmão, presidente do Iphan, e Elisa Machado Taveira, diretora do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização (Depam) do Instituto.
Foi explicado que o processo de tombamento foi iniciado em 1990, com pedido feito pelo arquiteto e urbanista Lúcio Costa. O processo foi reiniciado em 2022, com assinatura de pareceres técnicos por parte da arquiteta Regina Prado. A análise final foi feita pela Coordenação-Geral de Identificação e Reconhecimento (Cgid), do Depam, em 2026, com novo parecer e notificação de tombamento provisório.
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| A escadaria que liga o primeiro ao segundo andar da casa. | Foto: Paula Johas / Firjan. |