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SESI e SENAI Rio presentes na Escola do Futuro da Olimpíada do Conhecimento

A Máquina Fantástica, do Programa SESI Matemática, atraiu a criançada na Olimpíada do Conhecimento 2018

A Máquina Fantástica, do Programa SESI Matemática, atraiu a criançada na Olimpíada do Conhecimento 2018Foto: Walterson Rosa

11/07/18 19:49  -  Atualizado em  16/07/18 14:53

O SESI e o SENAI Rio também levaram seus programas e projetos para o espaço Escola do Futuro, onde além de integrarem o Espaço Maker, participaram da coordenação do Grand Prix de Inovação da Olimpíada do Conhecimento 2018. Consultor de Serviços Tecnológicos do IST Automação e Simulação, Damian Gomez contou que o Laboratório Aberto, em Benfica, forneceu a estrutura de equipamentos (impressora 3D e cortadora a laser, entre outros) e profissionais para a prototipagem de produtos para a promoção da competição.

Nela, alunos do SENAI de todo país tinham que encontrar soluções para um problema pré-determinado pela empresa Bosch. O objetivo, diminuir resíduos em poluição sonora na construção civil.

Durante quatro dias, dez times foram desafiados a encontrar a melhor solução para o problema proposto, além de produzirem os protótipos.

“O encontro reuniu jovens de vários estados, promovendo a interdisciplinaridade, a criatividade e o trabalho em equipe. É importante essa convivência e troca de experiências, tanto para alunos quanto para professores”, afirmou Damian.

Projetos de inclusão e para atender à indústria são apresentados na Olimpíada do Conhecimento

Especialista da gerência de Cursos e Recursos do SENAI Rio, Samuel Barbosa apresentou para estudantes e empresários de todo o país o Game VR NR10, um simulador de realidade virtual usado como recurso educacional no curso Sistema Elétrico de Potência (SEP) do SENAI. A finalidade do simulador em RV é reduzir erros do trabalhador durante a manobra, que muitas vezes podem ter consequências graves ou provocar acidentes de trabalho.

 Barbosa explicou que os procedimentos do simulador estão de acordo com a NR 12 (Norma Regulamentadora 12), e que pode ser usado também pelas empresas para a atualização de seus profissionais.

“O simulador foi desenvolvido, em sua primeira versão, pelos alunos do curso de Jogos Digitais do SENAI Maracanã. Depois a GCR/DEC aperfeiçoou o protótipo, aplicando como recurso didático no curso NR10 SEP, administrado em 20 unidades do SENAI no estado do Rio", contou Samuel.

SESI Matemática atrai a criançada

O programa SESI Matemática não poderia ficar de fora. Entre os diversos produtos de divulgação do programa, a “Máquina Fantástica”, que soluciona questões matemáticas de forma lúdica, atraiu a atenção de jovens e crianças.

Coordenador da Divisão de Conteúdos da Educação Básica do SESI, Hélio França Braga ressaltou que uma pesquisa sobre o impacto do programa SESI Matemática sobre o aprendizado, promovida pela COPPE/UFRJ, destacou que o uso de jogos aumenta a compreensão da disciplina em 70,47%.  Hoje, o programa desenvolvido pelo SESI do Rio de Janeiro está presente em sete estados brasileiros.

Olimpíada do Conhecimento recebe empresários de todo o país

A Escola SESI Jacarepaguá participou da Olimpíada por meio de dois projetos: REURGE e Ecolight. O REURGE tem como finalidade a reutilização da energia cinética presente nos processos produtivos. A ideia é reaproveitar a energia do movimento de eixos de máquinas, convertendo a mesma em energia elétrica através de sistemas mecânicos e elétricos para suprir outras demandas da própria indústria, como por exemplo, na alimentação de acumuladores de energia elétrica ou iluminação de emergência, entre outras aplicações que variam de acordo com a necessidade de cada empresa.

Os resultados obtidos por meio do uso do protótipo, mostram que o uso do sistema Reurge pode gerar economia relevante para a atividade industrial, o que revela um grande potencial na viabilidade de implantação do projeto.

Já os alunos Davy Costa Espírito Santo, João Paulo Murray e Kevin Durant levaram o projeto EcoLight – um circuito eletrônico que possui um sensor (LDR) que capta a luz do ambiente e gera somente a luminosidade necessária para o local. João Paulo contou que a ideia surgiu em 2016 quando ocorreu uma crise de energia elétrica e elevou o valor da conta de luz dos consumidores.

“Idealizamos um conceito para economizar energia que pode ser usado em residências e indústrias. Os empresários que passaram por aqui já perguntaram se queremos vender a nossa ideia”, disse o estudante do 2º ano do Ensino Médio Técnico. Parte da iluminação da praça da Cidade Inteligente foi feita com as lâmpadas Ecolight instaladas nos postes.

Projeto do SESI Barra Mansa voltado para o consumidor

Outro projeto apresentado foi o da Balança de Medição de Gás, elaborado por alunos do SESI Barra Mansa, destinado a consumidores residenciais. O objetivo é verificar se o botijão de 13 quilos está com a pressão e o peso devidamente corretos.

“A ideia é que o consumidor não seja lesado, evitando fraudes no uso do botijão. É um projeto simples de grande alcance social. Donos de restaurantes têm demonstrado interesse em investir no projeto”, disse o aluno Ramon Felipe, 17 anos.

Para a professora e orientadora Denise Mota, participar de uma Olimpíada é enriquecedor para os estudantes, pois além do aprendizado da sala de aula, o contato com outras ideias proporciona a iniciação científica. “A presença dos alunos aqui é um estímulo para os demais estudantes desenvolverem novos projetos e novas pesquisas”, explicou Denise.

Os alunos Pedro Gabriel e o colega Igor Paz, ambos de 20 anos, e o Instrutor Filipe Sacchi do IST Automação e Simulação, em Benfica, apresentaram mais dois projetos do Rio no evento: o Estabilizador de Ponte Rolante e o Polarizador de Motores Trifásicos, que nasceram no Desafio SENAI + Indústria em 2016, a partir de desafios das empresas Marcopolo e Braskem, respectivamente.

Os dois projetos chegaram até o Pré-Acelera do ano passado. “Destacaram que participar de uma Olimpíada do Conhecimento foi muito bom para fazer networking, conhecendo e trocando ideias com estudantes e professores de todo o país”, disseram os alunos Pedro e Igor.

FIRJAN leva gestores de empresas instaladas no Rio de Janeiro à Olimpíada do Conhecimento

Já o Centro de Inovação SESI em Higiene Ocupacional, na Tijuca, levou o projeto Zazá, de combate à compostos poluentes. A ideia é usar conjunto de determinadas plantas com bactérias de compostos orgânicos voláteis como processo de filtração natural.

De acordo com o pesquisador Sérgio Kuriyama, o objetivo é usar o formoldeído na indústria moveleira, de tintas, de resinas e indústria plástica. Um dos oito em atividade no país, o Centro de Inovação do SESI Rio funciona desde o início de 2017 e atua desenvolvendo soluções para a saúde do trabalhador.

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