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Firjan debate tendências de inovação em P&G

O seminário da Firjan foi o segundo da série Tendências para o Mercado de Petróleo e Gás, que voltará com novos temas em 2019

O seminário da Firjan foi o segundo da série Tendências para o Mercado de Petróleo e Gás, que voltará com novos temas em 2019Foto: Vinícius Magalhães

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Publicado em 30/10/18 17:13  -  Atualizado em  08/11/18 16:31

As transformações no mercado de Petróleo e Gás (P&G) foram tema de evento que reuniu, na Firjan, executivos da Microsoft; BHGE; Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP); e do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes). O seminário da Firjan, realizado em 30/10, foi o segundo da série Tendências para o Mercado de Petróleo e Gás, que voltará com novos temas em 2019.

Com vários clientes e parceiros em P&G, Ana Hofmann, diretora da Indústria de Manufatura e Recursos Naturais da Microsoft Brasil, disse que a transformação digital já é uma realidade nas companhias do mercado, em toda a cadeia e processos de negócios. "Temos um mundo de dados e a possibilidade de ter ganhos de dezenas de milhares de dólares por mês com um grupo de ferramentas tecnológicas", afirmou.

A grande redução de custo, disse ela, está nos processos, o que justifica levar os dados acumulados nas empresas para a nuvem, com segurança e controle. Isso permitirá, por exemplo, que as máquinas, via machine learning, tomem decisões melhores em diferentes fases: seja na exploração, operação, distribuição ou na relação com o cliente. "É preciso se adaptar a esse novo modelo. Hoje há possibilidades de operar esses dados com ferramentas mais simples", ressaltou. Segundo ela, a inteligência artificial vai permear o dia a dia do trabalho, num processo que já começou.

Orlando Ribeiro, gerente executivo do Cenpes, apresentou as diversas linhas de pesquisa em desenvolvimento, entre elas as tecnologias digitais em geociências, com machine learning e inteligência artificial auxiliando os profissionais a reduzir o tempo de execução dos trabalhos. O Cenpes investe ainda em nanotecnologia aplicada à melhoria da performance dos materiais e em unidades autônomas de intervenção em poços, com uso de robôs, entre outros projetos em andamento.

"Estamos tentando incorporar ao máximo tudo o que existe de tecnologias disruptivas, percorrendo dois caminhos: o desenvolvimento interno e agora a interação com startups, o que está começando por meio de editais", contou ele.

Continuidade dos investimentos

Alejandro Duran, presidente da Baker Hughes, destacou os ganhos expressivos de eficiência já alcançados pelos clientes e parceiros, a partir das novas ferramentas aplicadas ao pré-sal. "Os projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) precisam ir sempre à frente, para manter a competitividade do pré-sal", frisou ele, ao lembrar a necessidade de se evitar a queda desses investimentos, quando a cotação do petróleo está em alta, como ocorreu no passado, em todo o mundo.

Já Alfredo Renault, superintendente da ANP, falou sobre as mudanças na regulamentação dos investimentos em PD&I, que deverão ser definidas até o fim deste ano. Entre os principais aspectos a serem contemplados estão o investimento em fundos de startup e o incentivo à transformação digital. "Nossos objetivos são diminuir o custo de contratação de projetos, dar mais autonomia às empresas e gerar mais inovação", disse ele.

Karine Fragoso, gerente de Petróleo, Gás e Naval da Firjan, destacou aspectos do debate, como o questionamento sobre qual a capacitação necessária ao profissional apto a trabalhar nesse novo modelo de negócios e a importância de se ter uma visão mais macro para desenvolver projetos focados onde a indústria precisa chegar. Ela também pontuou ainda o caráter estratégico do trabalho de pessoas engajadas para trazer essas ferramentas tecnológicas para o mercado de P&G.

"O cenário mudou; temos uma diversidade de atores motivados a fazer inovação aqui no Brasil, além da Petrobras", ressaltou Karine, para quem a persistência é a palavra-chave neste momento.

Acesse apresentações feitas no evento:

Microsoft 

Baker Hughes

Petrobras

 
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