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Casa Firjan: inteligência emocional é chave para futuro promissor

Ylana Miller e Tonia Casarin participaram da palestra do ciclo Aquário, na Casa Firjan, que debate temas importantes para a nova economia

Ylana Miller e Tonia Casarin participaram da palestra do ciclo Aquário, na Casa Firjan, que debate temas importantes para a nova economiaFoto: Fabiano Veneza

07/06/19 15:55  -  Atualizado em  10/06/19 09:35

Com os avanços da tecnologia, trabalhos mecânicos são cada vez mais automatizados. A sociedade passou de um desenvolvimento humano local e linear para um modelo exponencial e global. De acordo com o Institute for the Future, 85% das profissões serão novas até 2030. Como se adaptar a esse novo mundo? Para Tonia Casarin, empreendedora e mestre em educação pela Universidade de Columbia, esse panorama de transformação requer mudanças internas nos indivíduos e novas competências com foco na inteligência emocional.

Tonia participou da palestra "O futuro começa por dentro: como a inteligência emocional nos ajuda a prosperar no trabalho e nas relações pessoais?", em 06/06, na Casa Firjan. O evento faz parte do ciclo Aquário, que debate temas importantes para a nova economia e apresenta soluções inovadoras que geram impacto na realidade das pessoas e das empresas.

“Temos hoje, no nosso smartphone, a mesma capacidade tecnológica que a NASA usou para enviar o Apollo 11 à Lua em 1969. E o que fazemos com isso? As tecnologias avançam rapidamente, mas nós não avançamos em nos conhecer. Estamos cada vez com mais problemas de estresse, depressão e na saúde mental. Precisamos refletir: nós vamos servir à tecnologia ou ela que vai nos servir?”, indagou a empreendedora, que também é autora do best-seller “Tenho Monstros na Barriga”.

Segundo Tonia, o segredo para um futuro promissor e para prosperar nas relações pessoais e no trabalho está no autoconhecimento, em conhecer seus valores, suas prioridades, o que de fato é importante e como se sente: “As emoções são contagiosas. O que sentimos impacta no que pensamos e, consequentemente, em nosso comportamento. Elas são nossos dados. Compartilhamos nossas informações o tempo todo com aplicativos que usamos, como Facebook e Google. E o que nós fazemos com os nossos dados emocionais, como os interpretamos? Nosso desafio é saber sobre nós mesmos mais do que os algoritmos sabem, para então conseguirmos lidar com a constante mudança do mundo”.

Inteligência emocional e trabalho

As organizações também estão cada vez mais atentas à inteligência emocional. Empresas estão fazendo estudos, pesquisas e novas práticas para que o ambiente organizacional seja mais saudável. Ylana Miller, sócia-diretora da Yluminarh, consultoria de desenvolvimento humano e organizacional, destaca que muitas pessoas hoje não se sentem conectadas a seus ambientes de trabalho, o que traz infelicidade.

“As empresas têm acompanhado esse panorama de mudanças e também estão mudando. Um funcionário feliz produz mais, e isso impacta diretamente a empresa. Precisamos prestar atenção em nós mesmos, ficar atentos à empresa que estamos trabalhando, se o clima organizacional nos faz feliz e nos conecta com nosso propósito de vida”, concluiu Ylana.

 
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