Firjan: cresce busca por profissionais digitais e inovadores, segundo nova edição do “Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil”


Pesquisa revela que mais de 24 mil vagas foram ocupadas por profissionais que atuam na economia digital e com foco na criação de produtos e serviços diferenciados para o consumidor


Cresce a procura por profissionais que atuam na economia digital e com foco na criação de produtos e serviços diferenciados para o consumidor. Segundo os dados da pesquisa “Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil – Edição 2019”, o mercado de trabalho abriu 24.500 vagas para profissionais com esse perfil em dez profissões da economia criativa. O levantamento reflete as transformações da nova economia, caracterizada por novos modelos de negócio, hábitos de consumo e relações de trabalho.


Analista de pesquisa de mercado (+42%); Analista de negócios (+23%); Chefe de Cozinha (+21%); Editor de mídia eletrônica (+20%); e Designer de eventos (+15,3%) apresentaram crescimento significativo. Logo depois aparecem Designer de moda (+14%); Designer de produtos (+10%); Designer gráfico (+4,9%); Programador (+3,3%); e Gerente de TI (1,4%). O levantamento aponta que a digitalização e a necessidade de compreender o consumidor e as suas vontades são vistas como prioridade pelos empregadores que querem se destacar nesse ambiente novo e competitivo. É um crescimento muito relevante, especialmente considerando o cenário de recessão, com queda de 3,7% no mercado de trabalho nacional (encerramento de 1,7 milhão de postos de trabalho).


“O mundo tem passado por profundas transformações no mercado de trabalho, que são resultado das mudanças socioculturais e do avanço da digitalização. As mudanças nos hábitos de consumo e a transformação digital exigem das empresas uma série de novas competências e habilidades até então inexploradas. Esse movimento já é visível na economia criativa, que registra alterações no perfil dos profissionais buscados pelo mercado”, explica o gerente da Casa Firjan, Gabriel Pinto. Lançada a cada dois anos, a pesquisa avalia 13 segmentos criativos agrupados em quatro áreas: Consumo (Design, Arquitetura, Moda e Publicidade), Mídias (Editorial e Audiovisual), Cultura (Patrimônio e Artes, Música, Artes Cênicas e Expressões Culturais) e Tecnologia (P&D, Biotecnologia e TIC).


Responsável por empregar 37,1% dos profissionais da economia criativa, o segmento de Tecnologia tem a maior média salarial entre os criativos. Em alinhamento à tendência mundial de transformação digital, empresas brasileiras se preparam para trabalhar com grande volume de dados e com a convergência das tecnologias. A remuneração média dos criativos em Tecnologia é de R$ 9.518 por mês, o que representa mais de três vezes o salário médio nacional (R$ 2.777).


O mercado de trabalho criativo no país reúne 245 mil estabelecimentos e 837,2 mil profissionais. O cenário recessivo dos últimos anos gerou uma leve retração da participação do PIB Criativo no PIB Brasileiro, que saiu de 2,64% para 2,61%, representando a soma de R$ 171,5 bilhões.


A pesquisa considera o mercado de trabalho formal do país, com dados de 2017 fornecidos pelo Ministério do Trabalho, atualização mais recente disponível. A sexta edição avalia o comportamento da Indústria Criativa no Brasil, marcando as diferenças em relação ao biênio anterior (2013 a 2015) e a outros setores da economia.