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Roubo de cargas caiu 26% no segundo trimestre do ano

Resultado é creditado às ações de combate à criminalidade no estado

Resultado é creditado às ações de combate à criminalidade no estadoFoto: Agência Brasil

01/08/18 15:27  -  Atualizado em  02/08/18 18:53

O número de roubos de carga no estado do Rio diminuiu 26% no segundo trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, quando esse crime havia atingido seu ápice. Análise da Firjan sobre os dados oficiais do Instituto de Segurança Pública (ISP), órgão do governo do estado, indica queda em todos os três meses, de abril a junho.

Os registros do período somaram 2.399 casos, ante 3.254 de 2017, ou seja, média de 10 ocorrências a menos por dia. William Figueiredo, coordenador de Estudos Econômicos do Rio de Janeiro da federação, atribui o resultado às ações de combate à criminalidade no estado, a partir da decretação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), em julho do ano passado, seguida da intervenção federal, em fevereiro último.

“Os indicadores começam a apresentar sinais de melhoras. Além do roubo de cargas, diminuiu também o número de roubos de veículos (–7%); de rua (–12%); e a estabelecimentos comerciais (–6%)”, ressalva Figueiredo. Entretanto, ele destaca que “apesar da melhora, o número de casos ainda é alarmante”.

Tendência de queda

A expectativa da Firjan para os próximos meses é de continuidade da queda dos casos de roubo de carga, tendo em vista o amadurecimento do processo de intervenção. “É esperado um incremento na atuação estratégica, após o período inicial de planejamento”, acrescenta o coordenador.

A análise da Firjan aponta uma concentração de mais da metade dos roubos de carga em apenas nove das 138 unidades policiais do estado. Os locais com mais casos foram Belford Roxo e São Gonçalo.

A federação vem acompanhando os indicadores por entender que a segurança pública é fator determinante na decisão das empresas sobre o local onde planejam investir. As regiões com mais segurança tornam-se mais dinâmicas socioeconomicamente.

Conselho debate legado da intervenção federal

O Conselho Firjan de Segurança Pública recebeu, no dia 31/07, o general Paulo Pimentel, subsecretário de Intervenção Federal. Ele apresentou o plano estratégico desenhado para o estado do Rio. "Há preocupação em deixar um legado para o estado e necessidade de que o próximo governo dê continuidade. Quando o novo governador for eleito e sua equipe definida, pretendemos que ele participe da transição", afirmou.

O plano está baseado em quatro eixos: prevenção, policiamento ostensivo, investigação policial e sistema prisional, que formam a visão sistêmica e integrada da segurança pública, de acordo com o militar. A atuação durante a intervenção é dividida em ações emergenciais, visando reduzir os índices de criminalidade; e estruturantes, por meio de projetos que devem ficar como legado, voltados para 28 temáticas, entre elas inovação tecnológica, inteligência, plano de carreira dos policiais e treinamento.

Balanço positivo

Pimentel apresentou dados do primeiro semestre, que mostram a tendência de queda no número de crimes contra o patrimônio, como roubo de cargas, mas não da letalidade violenta, conforme detectado pelo estudo da Firjan.

O general explicou que, por conta do tempo curto da intervenção – menos de um ano –, as forças federais optaram por focar nas ações que pudessem diminuir os índices de criminalidade e recuperar a capacidade operacional da polícia.

Agenda para o Rio

Ilona Szabó, presidente do Conselho, também apresentou na reunião a Agenda Rio Seguro, elaborada pelo Instituto Igarapé, em conjunto com diversos parceiros, e com propostas já em sintonia com os debates anteriores realizados na Firjan. O documento elege três desafios prioritários: letalidade violenta, corrupção policial e crime organizado.

Esse conteúdo e os planos do gabinete de intervenção formam insumos que serão trabalhados pelo Conselho ao longo do mês de agosto. O grupo criou quatro núcleos para desenvolver proposições sobre gestão da segurança pública, policiamento inteligente, prevenção da violência e legislação. A meta é fechar uma agenda do Conselho Firjan de Segurança Pública no final de agosto.

A agenda será apresentada aos candidatos a governador. "A ideia é que o novo governo assuma os compromissos identificados pela sociedade como prioritários, como um plano de estado de segurança pública, com ações que tenham início, meio e fim", acrescenta Ilona. 

 


 

 
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