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Indicadores Industriais: recuperação ainda é lenta para o estado do Rio

18/04/17 10:58  -  Atualizado em  18/04/17 10:59

Segundo o boletim Indicadores Industriais, elaborado pelo Sistema FIRJAN, quatro dos cinco indicadores industriais do estado do Rio apresentaram retração em fevereiro, um claro sinal de persistência da crise econômica. Emprego (-1,1%), Horas Trabalhadas na Produção (-3,4%), Massa Salarial (-8,5%) e Utilização da Capacidade Instalada (UCI) (-0,2 p.p.) aparecem no campo negativo quando comparados com janeiro de 2017. O de Faturamento (+2,9%) foi o único a registrar avanço, impulsionado pelo aumento das vendas no mercado interno.

Na variável Emprego e Horas Trabalhadas, os setores de alimentos e vestuários são as principais influências negativas, ao mesmo tempo em que Massa Salarial e UCI reverteram os resultados positivos observados em janeiro.

“A ampliação das horas trabalhadas e retorno da geração de empregos ainda dependem de uma perspectiva mais consistente de crescimento das economias brasileira e fluminense”, afirmou William Figueiredo, coordenador de Estudos Econômicos do Rio de Janeiro da Federação.

Por outro lado, a queda nos resultados da indústria fluminense vem sendo menos intensas na variação acumulada em 12 meses, como Faturamento (-7,2%), Emprego (-10,4%), Horas Trabalhadas (-11,3%) e Massa Salarial (-12%).

“A demanda existente vem sendo atendida principalmente pelo aumento da Utilização da Capacidade instalada, que na comparação com fevereiro de 2016 foi o único indicador a avançar. O crescimento de 1,7 p.p no acumulado de 12 meses representou o 11º mês consecutivo de avanço”, explicou Figueiredo.

Contudo, segundo o coordenador, a economia ainda não apresenta sinais robustos de recuperação, pois a atividade permanece com desempenho pior do que o esperado.

“O principal ponto positivo diz respeito aos preços, já que as projeções apontam para inflação abaixo do centro da meta em 2017. A recuperação da atividade fabril depende, em âmbito nacional, da continuidade da queda da taxa de juros, da aprovação das reformas anunciadas e, em nível estadual, do reequilíbrio das contas públicas”, avaliou Figueiredo.

Acesse o documento na íntegra.

 
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