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Pezão diz a empresários que vai rever impostos

Em reunião na FIRJAN, governador do estado do Rio debateu com empresários alternativas para enfrentar a crise econômica

Em reunião na FIRJAN, governador do estado do Rio debateu com empresários alternativas para enfrentar a crise econômicaFoto: Vinícius Magalhães

03/02/16 16:51  -  Atualizado em  11/02/16 20:41

Os tributos que oneram o setor produtivo e a Lei de Responsabilidade Fiscal, encaminhada à Assembleia Legislativa (Alerj) para promover um ajuste nas finanças do estado do Rio, foram os principais assuntos debatidos com o governador do Rio de Janeiro na manhã desta quarta-feira, 3, na sede da FIRJAN. Luiz Fernando Pezão se reuniu com um grupo de empresários fluminenses, acompanhados pelo presidente do Sistema FIRJAN, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, para debater alternativas de enfrentamento à crise econômica do estado.

Em resposta aos principais problemas apontados pelos industriais, o governador se comprometeu a rever a tributação dos setores mais afetados para evitar desemprego e perda de competitividade. “Estou aberto ao debate. Sei o quanto a carga tributária onera as empresas. Surgiram pleitos dos setores de petróleo e de papel que vamos resolver. Todo setor que se sentir atingido e prejudicado na sua competitividade com relação a outros estados, nós vamos adequar nossas alíquotas”, afirmou Pezão.

O presidente da FIRJAN destacou a importância da aproximação entre o governo e a classe empresarial para fomentar o desenvolvimento do estado: “O setor produtivo gera emprego e renda. Medidas de incentivos fiscais atraíram grandes empresas que são âncoras do desenvolvimento econômico do estado. A quantidade de empregos gerados por meio desses incentivos é enorme. Aqui no Rio de Janeiro, por exemplo, temos a região Sul Fluminense e de Três Rios, que foram absolutamente transformadas”.

Eduardo Eugenio falou ainda sobre a urgência de o governo buscar equilíbrio fiscal e uma estrutura permanente nas contas públicas. Ele destacou o setor de petróleo como uma oportunidade para alavancar a economia do estado. “A crise que afeta o Rio de Janeiro, afeta antes o Brasil. Existem áreas já descobertas com volume de petróleo que dependem apenas do Executivo Federal liberar as licitações esse ano. É importante o Rio se posicionar sobre isso, porque vai refletir em participações para os cofres públicos e para a atividade econômica do estado”, ponderou.

Para o presidente do Conselho de Assuntos Tributários do Sistema FIRJAN, Sergei Lima, a reunião já mostra resultados positivos. “Trazer o governador aqui para uma discussão voltada para uma racionalização da máquina pública é fundamental. Esse é o anseio de muitos anos da força produtiva. Falamos da nossa posição sobre o pacote tributário e já tivemos uma sinalização de equalização dessas leis prejudiciais para o ambiente de negócios”, explicou. 

 
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