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FIRJAN: 4ª Rodada de Partilha do Pré-Sal contribui para dinamizar o mercado de petróleo

Plataforma de Petróleo. Foto: Getty Images

Plataforma de Petróleo. Foto: Getty ImagesFoto: Getty Images

08/06/18 18:00  -  Atualizado em  08/06/18 18:18

A 4ª Rodada de Partilha foi um grande sucesso e mais uma vez explicita a percepção dos investidores do grande potencial que a província do Pré-Sal apresenta ao mercado, avaliou o Sistema FIRJAN. No total, foram quatro blocos oferecidos, sendo três localizados em águas fluminenses e um em São Paulo. Apenas um bloco não foi arrematado, a área de Itaimbezinho, o que confere à Rodada a taxa de 75% de arremate.

Sendo o bônus de assinatura um valor fixo para cada área, o leilão arrecadou 3,15 bilhões de reais em bônus de assinatura, 98% do total possível. Como societárias, participaram de consórcio vencedores seis grandes oil companies: a Petrogal, Equinor (ex Statoil), ExxonMobil, BP Energy, Chevron e Shell. A Petrobras participou como operadora em todos os blocos arrematados.

Esta Rodada não foi apenas destaque pela participação das empresas, como também por um alto nível de competição entre os lances realizados pelos consórcios. Nas áreas de Uirapuru e de Três Marias, nas quais a Petrobras havia exercido seu direito de preferência em ser operadora com 30%, o lance vencedor não foi do consórcio estabelecido entre a companhia e outras empresas.

Assim, a Petrobras teve que decidir se participava ou não do lance vencedor como operadora. Tendo escolhido que sim e, assim, fazer parte do consórcio, a companhia passou a se comprometer com os percentuais de óleo excedente ofertados pelo lance vencedor.

Outro destaque foi o ágio no resultado de duas áreas. Para a área de Três Marias, localizada na Bacia de Santos no Rio de Janeiro, o percentual de óleo excedente foi cinco vezes maior do que o mínimo exigido no edital. No bloco de Uirapuru, Bacia de Santos em São Paulo, o percentual vencedor foi de 75,49% enquanto que o mínimo exigido era de 22,18%. Apenas a terceira área adquirida que o lance vencedor foi igual ao mínimo.

Para cada área arrematada, no mínimo, um poço exploratório deverá ser perfurado. Como investimentos nos próximos anos, estima-se algo em torno de 300 milhões de dólares, em ações de levantamento e processamento de dados geofísico; perfuração, perfilagem, cimentação e completação de poços; estudos sísmicos; e afretamento e operação de embarcações especiais (sondas e apoio marítimo). Quando somado às expectativas de investimento exploratório da 15ª Rodada de Concessão, totaliza-se um mínimo de US$ 800 milhões, a serem realizados até 2025.

No início, os reflexos do leilão serão limitados à fase de exploração. Com o avanço para a fase de desenvolvimento e produção, há um aumento do potencial de investimentos, gerando mais demanda para a indústria com bens e serviços, assim como arrecadações de participações governamentais. Segundo Karine Fragoso, Gerente de Petróleo, Gás e Naval da FIRJAN, “o resultado deste leilão nos diz que estamos no caminho certo da atração das grandes operadoras para a retomada da dinâmica econômica que esse mercado traz. Isto é traduzido pela demanda futura que já começa a se tornar mais clara aos fornecedores”.

A 4ª Rodada ocorreu em 7 de julho, pela Agencia Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no Rio de Janeiro.

 

 
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