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Ferrovia Rio-Vitória aumentará competitividade fluminense

09/07/18 09:21  -  Atualizado em  09/07/18 09:26

A construção da ferrovia Rio-Vitória (EF-118), incluída esta semana pelo governo federal no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), é antigo pleito do Sistema FIRJAN. A estrada de ferro tem alto potencial econômico para o estado do Rio, pois reduzirá custos com o transporte de cargas, aumentando a competitividade fluminense. O projeto consta no Mapa do Desenvolvimento 2016-2025 da Federação.

“Este projeto é prioritário para nós. A melhoria da infraestrutura ferroviária do estado do Rio, principalmente na ligação com os portos fluminenses, já era prioridade do  Mapa do Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro – 2006-2015. A construção da EF-118 irá dinamizar a logística e a economia do estado, interligando os sistemas portuários do Rio e do Espírito Santo e reduzindo o custo de movimentação de cargas no estado.”, explica Isaque Ouverney, analista de Estudos Econômicos da FIRJAN. Segundo Ouverney, a linha passará pelas regiões Metropolitana, Leste e Norte Fluminense, melhorando a ligação com toda a região Sudeste.

Entre as ações da Federação em defesa da obra está a colaboração do Sistema FIRJAN na construção do Plano Estratégico de Logística e Cargas (PELC-RJ), que elegeu o projeto como fundamental para a melhoria da logística no estado. Além disso, a Federação participou de um convênio, firmado em 2017, em prol da priorização do projeto pelo Governo Federal,  com participação de diversas instituições, como o Porto do Açu e os governos dos dois estados. Este ano, a FIRJAN também atuou para incluir o projeto no horizonte de curto prazo do Plano Nacional de Logística, que está em processo final de elaboração pela União.

A intenção da União é que a concessionária responsável pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) arque com a construção da nova linha, em troca da prorrogação de seu contrato de concessão. Quando estiver pronta, a EF-118 será entregue ao governo para ser licitada.

“O ponto principal agora é acompanhar os próximos passos para a viabilização do projeto”, complementa Ouverney.

 
 
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