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Casa Firjan recebe o filósofo Roman Krznaric, fundador da School of Life

Roman Krznaric, australiano, realizou uma palestra e um masterclass na Casa Firjan

Roman Krznaric, australiano, realizou uma palestra e um masterclass na Casa FirjanFoto: Paula Johas

17/10/18 18:22  -  Atualizado em  23/10/18 11:06

Diariamente, o brasileiro passa três horas e 43 minutos, em média, navegando nas redes sociais. Para o filósofo e pensador cultural Roman Krznaric, esse é um dos exemplos de que vivemos na era da distração e estamos perdendo a noção da realidade. Em palestra na Casa Firjan, Krznaric apresentou seu conceito contemporâneo de "carpe diem" (aproveitar o dia) e ensinou como resgatá-lo, neste mundo sobrecarregado de informações e escolhas.

“Estar muito tempo nas redes sociais é o oposto do sentido de aproveitar o dia, pois é uma experiência de segundo plano. Essa cultura rouba o carpe diem”, afirmou o autor australiano, que tem livros publicados em mais de 20 línguas.

O filósofo é fundador da School of Life, espaço que nasceu em Londres, em 2008, dedicado a explorar as questões fundamentais da vida.

Em visita ao Rio de Janeiro, ele fez duas atividades na Casa Firjan: a palestra, em 16/10, e um masterclass, no dia seguinte. Ele aproveitou a ocasião para divulgar seu novo livro: “Carpe Diem – Resgatando a arte de aproveitar o dia”, da Ed. Zahar.

Receita do carpe diem

O filósofo explicou os cinco caminhos que levam ao carpe diem: oportunidade, presença, hedonismo, espontaneidade e política. Oportunidade, diz ele, quer dizer se arriscar, enfrentando os desafios inerentes às novas chances que a vida oferece. 

O fator presença se refere ao momento, ao viver o dia de hoje. Já o hedonismo, termo comumente associado aos excessos, Krznaric relaciona às experiências sensórias, como contraponto ao vício de permanecer nas redes sociais. “Nossa capacidade de atenção está sendo roubada. Isso é um sequestro da nossa liberdade”, enfatiza.

“Nossa capacidade de atenção está sendo roubada. Isso é um sequestro da nossa liberdade”, Roman Krznaric, filósofo 

A espontaneidade, por sua vez, surge como estímulo aos experimentos, ao inesperado, ante um mundo obcecado pela eficiência. Por fim, a vertente política é exemplificada pelo filósofo como uma causa coletiva que leva as pessoas a aproveitarem o dia juntas (carpamus diem), como aconteceu na queda do Muro de Berlin, em 1989.

O objetivo é combater a ideia de que aproveitar a vida seja "curtir seu cartão de crédito". “A tragédia foi a nossa era ter virado uma escolha entre marcas diferentes, e eu acredito que o carpe diem é muito mais sobre decisões maiores na vida. É preciso desafiar essa cultura (do consumismo) e resgatar o conceito”, sugeriu ele.

Primeiro masterclass na Casa Firjan

Roman foi o instrutor do primeiro masterclass oferecido pela Casa Firjan, nesta quarta (17/10), com o tema “Como encontrar o trabalho da sua vida”, titulo de um de seus livros. 

No evento, em formato menor e imersivo, o público foi instigado a pensar sobre como associar um propósito de vida ao trabalho, o que incluiu diversos exercícios. Roman apresentou cinco pontos para reflexão: é normal estar confuso sobre o que se quer; tome cuidado com os testes de personalidade, pois os resultados podem mudar em questão de semanas; busque amplitude, sendo mais generalista; descubra onde seus talentos e valores se cruzam; e aja primeiro, pense depois.

“A gente muda ao longo dos anos; é natural termos interesse em mudar a carreira também”, observou. Por considerar difícil a identificação dos próprios talentos, ele sugeriu a cada um pedir ajuda aos amigos. Sugeriu ainda ao público fazer pequenos experimentos, deixando a racionalidade um pouco de lado.

Segundo ele, muitas vezes o que é planejado não atende às expectativas, enquanto o inesperado pode despontar como um caminho a seguir. “É preciso encontrar as várias pétalas de si mesmo”, acrescentou, ao falar sobre a amplitude de cada um.

Um desafio colocado por ele é que, segundo pesquisas psicológicas, a dor da perda para o ser humano é muito maior do que o prazer do ganho. “Preferimos segurança a enfrentar os riscos. Mesmo assim, as pessoas hoje querem abrir as possibilidades, porque sabem que não são uma coisa só”, afirmou.

O exercício que todos levaram para casa foi: pensar em um projeto ramificado, paralelo ao seu trabalho atual, que gostaria de experimentar; e qual o primeiro passo para torná-lo realidade. “Levem essa ideia e realizem esta noite, se possível”, recomendou o filósofo.

A Casa Firjan oferece palestras, cursos e masterclasses: saiba mais e confira a programação

 
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